Skip to main content

A decisão recente da Moody's de elevar a classificação de risco de Portugal teve um impacto significativo nos media. Afinal, não é todos os dias que os investidores começam a exigir a Portugal o mesmo prémio de risco que exigem para comprar as dívidas austríacas, belgas ou francesas.

Mas o alcance dessa decisão vai mais além. Garante-nos mais confiança no mercado para adquirir ou manter a dívida pública portuguesa, potencialmente a um custo relativo mais baixo. E não é apenas o Tesouro Nacional que beneficia desta classificação.

A classificação melhorada tem efeitos sobre todos os agentes económicos portugueses, pois o país é visto como menos arriscado, impactando assim modelos de crédito e avaliação.

Com esta decisão, a Moody's coloca a dívida portuguesa no radar de mais investidores, como destacou o Ministério das Finanças em comunicado.

"Isto permite que mais investidores sejam credores de Portugal, pois há muitos fundos, seguradoras e bancos de investimento com regras rígidas sobre investir em dívidas soberanas, concentrando-se apenas em títulos com classificação A", explicou Vítor Madeira.

Em termos práticos, também trará benefícios para a economia, traduzindo-se em "taxas de juros mais baixas para o Estado, empresas e famílias, o que é sempre importante, mas ainda mais crucial no contexto de uma política de juros elevados pelo BCE", afirmou o Ministro das Finanças Fernando Medina logo após o anúncio da decisão.

PT